O patriotismo em tempos de crise

Diferentemente de outras nações, como a França, o Brasil não é famoso pelo sentimento patriota, uma das justificativas é o fato de a população não ter tido participação nos momentos importantes na história brasileira, como a independência em 1822, a proclamação da república em 1888 e por aí vai. Além disso, os escândalos de corrupção que sempre rondaram o governo brasileiro, fazem com que a sociedade fique cada vez mais distante do seu lado político e patriota.

Outro ponto importante é a complexo de “vira-lata”, essa expressão foi criada pelo dramaturgo, cronista de costumes e jornalista esportivo Nelson Rodrigues, em 1950, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo, e como bem sabemos a autoestima brasileira muitas vezes é regrada de acordo com as partidas de futebol da nossa seleção, tanto que a vitória na copa de 1970 foi um prato cheio para levantar a moral da população que vivia uma ditadura no Brasil.

Entretanto, não é esse o vertente que quero abordar, a questão é o brasileiro tem a péssima mania de subjugar a sua própria cultura, sem vangloriando indiscriminadamente atitudes e modos de vida de outros países, além de que sempre está em busca de aprovação de outras nações, como se ainda fossemos uma mera colônia que não teve o seu cordão umbilical cortado. Uma prova disso é a utilização de termos em inglês, que apresentam traduções, porém as traduções não ganham o mesmo destaque como, “coach” que significa treinador.

O ruim disso tudo, por mais que pareça ser inofensivo, é que reflete diretamente na nossa produção cultural, na nossa autonomia, porque é como se vivêssemos em prol de igualar tudo que fazemos a produtos externos, o que é quase um crime contra nossa cultura, que é riquíssima, bela e marcante. Nosso folclore é espetacular, nossa língua é língua e invejada por muitos. O patriotismo está morrendo em frente aos nossos olhos.

Lembrando que ser patriota é apoiar a cultura do seu país, respeitar a diversidade e todos os brasileiros, saber lidar com as diferenças entre as regiões, entre os sotaques. Ser patriota não é subjugar parte da população, não é armar a população e muito menos tentar resgatar valores ruins que deveriam ter sido apagados pelo tempo. Ser patriota é entender o fluxo da cultura, ver suas nuances e o quanto ela está sendo aprimorada com o passar do tempo.

 

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

Diferentemente de outras nações, como a França, o Brasil não é famoso pelo sentimento patriota, uma das justificativas é o fato de a população não ter tido participação nos momentos importantes na história brasileira, como a Independência em 1822, a Proclamação da República em 1888 e por aí vai. Além disso, os escândalos de corrupção que sempre rondaram o governo brasileiro, fazem com que a sociedade fique cada vez mais distante do seu lado político e patriota.

Outro ponto importante é o complexo de “vira-lata”, essa expressão foi criada pelo dramaturgo, cronista de costumes e jornalista esportivo Nelson Rodrigues, em 1950, quando o Brasil perdeu a Copa do Mundo, e como bem sabemos, a autoestima brasileira muitas vezes é regrada de acordo com as partidas de futebol da nossa seleção, tanto que a vitória na copa de 1970 foi um prato cheio para levantar a moral da população que vivia uma ditadura no Brasil.

Entretanto, não é esse a vertente que quero abordar, a questão é que o brasileiro tem a péssima mania de subjugar a sua própria cultura, se vangloriando indiscriminadamente de atitudes e de modos de vida de outros países, além de que sempre está em busca de aprovação de outras nações, como se ainda fôssemos uma mera colônia que não teve o seu cordão umbilical cortado. Uma prova disso é a utilização de termos em inglês, que apresentam traduções, porém as traduções não ganham o mesmo destaque como, “coach” que significa treinador.

O ruim disso tudo, por mais que pareça ser inofensivo, é que reflete diretamente na nossa produção cultural, na nossa autonomia, porque é como se vivêssemos em prol de igualar tudo que fazemos a produtos externos, o que é quase um crime contra nossa cultura, que é riquíssima, bela e marcante. Nosso folclore é espetacular, nossa língua é língua e invejada por muitos. O patriotismo está morrendo diante de nossos olhos.

Lembrando que ser patriota é apoiar a cultura do seu país, respeitar a diversidade e todos os brasileiros, saber lidar com as diferenças entre as regiões, entre os sotaques. Ser patriota não é subjugar parte da população, não é armar a população e muito menos tentar resgatar valores ruins que deveriam ter sido apagados pelo tempo. Ser patriota é entender o fluxo da cultura, ver suas nuances e o quanto ela está sendo aprimorada com o passar do tempo.

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

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