Planejamento familiar: Medida necessária ao desenvolvimento socioeconômico.

Entende-se planejamento familiar como o conjunto de ações de regulação da fecundidade que garanta direitos iguais de constituição, limitação ou aumento da prole pela mulher, pelo homem ou pelo casal, segundo a Lei n°9263/1996. Com isso, o Sistema Único de Saúde deve garantir  em toda a sua rede de serviços, no que respeita a atenção à mulher, ao homem ou ao casal, programa de atenção integral à saúde, em todos os seus ciclos vitais, que inclua, como atividades básicas, entre outras. E para um bom desenvolvimento socioeconômico é necessário um planejamento familiar.

Figura 1.

A média da taxa de fecundidade em 1940 era de 6,16, já em 2010 passou a ser de 1,90, estando abaixo da taxa de reposição populacional, que é de 2,1 filhos por mulher, conforme as pesquisas do IBGE. Essa queda da taxa de fecundidade é explicada por vários motivos, como, a entrada da mulher no mercado de trabalho, a reurbanização, pois no meio rural as famílias tinham a ideia de que era necessário ter muitos filhos para ajudar nos trabalhos do campo, o uso de contraceptivos, a educação sexual, a crise previdenciária e o planejamento familiar. Sendo que, isso diminui o crescimento vegetativo e demográfico que está diretamente ligado com o desenvolvimento socioeconômico do país. 

E o controle da taxa de fecundidade também diminui a miséria e a quantidade de abortos.

No dia 18 de agosto de 1960, foi lançado o contraceptivo oral Enovid-10 nos Estados Unidos. A feminista Margaret Sanger e a milionária Katherine McCormick haviam se unido para inventar uma pílula contra a gravidez que fosse fácil de usar, eficiente e barata, e o cientista Gregory Pincus aceitou o desafio. Mas tinha que trabalhar às escondidas, pois os contraceptivos estavam oficialmente proibidos nos Estados Unidos até 1965. Ele alegou tratar-se de uma pesquisa para aliviar os sintomas da menstruação e encerrou seu trabalho cinco anos depois de iniciar as pesquisas. A pílula significou uma verdadeira revolução nos hábitos sexuais do mundo, pois o sexo, na época, ainda era tratado apenas como meio de reprodução, e com a criação da pílula, o casal podia manter as relações sexuais apenas por prazer. Mas em pouco tempo, começaram a ficar claros os efeitos colaterais, como mal-estar e ganho de peso. Então os laboratórios continuaram pesquisando e criaram a mini e a micropílula (com dosagens hormonais menores), a pílula do dia seguinte, o adesivo e o implante com hormônios.

Figura 2.

Além disso, o Brasil está envelhecendo. Homens e mulheres vivem mais tempo do que na época em que nossos pais chegaram ao mercado de trabalho, e as famílias são menos numerosas, segundo a Folha de São Paulo. Isso significa que as dificuldades encontradas para financiar a Previdência tendem a aumentar. No sistema brasileiro, as contribuições que o governo recolhe de trabalhadores e empresas são a principal fonte de recursos usada para custear aposentadorias e pensões. Com o envelhecimento da população, a tendência é haver menos gente no mercado de trabalho para sustentar o sistema.

Para concluir, foi visto que o planejamento familiar é necessário para assegurar uma maior estabilidade pessoal e financeira, está relacionado a políticas públicas adotadas para, de certa forma, conter o crescimento da população do país, que está diretamente ligado ao contexto econômico e diplomático brasileiro.

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