Preconceito e discriminação na escola brasileira hoje.

Antes de começarmos a discussão sobre o assunto, precisamos entender a diferença entre preconceito e discriminação. O preconceito é uma opinião preconcebida sobre determinado grupo ou pessoa, já a discriminação é uma ação baseada no preconceito que o indivíduo sofre, dando consequência a um tratamento injusto por pertencer a um grupo diferente.

Figura 1.

Uma adolescente negra, estudante de uma escola particular em Laranjeiras, na zona Sul do Rio Janeiro, foi vítima de racismo. Em um aplicativo, Ndeye Fatou Ndiaye foi xingada e humilhada por ser negra. Os textos continham mensagens como: “Dou dois índios por um africano”, “Um negro vale uma bala”. Algumas mensagens ofendem Ndeye diretamente.

“Fede a chorume”, diz um.

E outro segue: “Escravo não pode. Ela não é gente”. Tudo isso mostra o quanto o Brasil precisa evoluir em relação à equidade racial, porque a escravatura já acabou há 132 anos. 

Segundo as pesquisas do site Farolete, nas escolas particulares, 75% dos alunos são declarados brancos e apenas 8% negros, e nas públicas, são 54% brancos e 31% negros, essa pesquisa mostra uma disparidade muito grande entre negros e brancos, principalmente nas escolas particulares, sendo que, no Brasil, segundo o site da Uol, 54% da população brasileira é negra.

Entretanto, existe também o preconceito amarelo, que é o racismo contra os asiáticos. Na temporada “Viva a diferença”, da novela Malhação, transmitida pela rede Globo, a personagem Tina relata o quanto sofreu com piadinhas relacionando a sua ascendência asiática com uma suposta inteligência acima da média. Comentários como: “Claro que ele passou, só tem olhos puxados nos cursos de exatas”, ou “Para entrar na USP tem que matar um japonês”. E segundo o site Nova Escola, os orientais têm uma cultura de ter disciplina para aprender os conteúdos, e nenhuma das características físicas deles contribui para isso, o que comprova que a ascendência oriental não tem nenhuma relação com a inteligência acima da média.

Figura 2.

Intolerância religiosa é o preconceito contra crenças religiosas diferentes da sua. Os casos de intolerância religiosa registrados em escolas, segundo dados da Secretaria de Estado de Direitos Humanos, aumentaram 56% no Brasil, e o número de escolas católicas aumentaram em 6.273. Isso expressa a tamanha intolerância que o país ainda vive, apesar de o Brasil ser considerado um Estado laico. Ademais, segundo a constituição, o ensino religioso é facultativo, porém, a intolerância religiosa é considerada crime de ódio, de acordo com a lei  9.459/97.

Figura 3.

Homofobia é o preconceito e a discriminação contra o grupo LGBTQIA+. Quase 20% dos estudantes de escola pública entre 15 e 29 anos não gostariam de ter um colega de classe homossexual ou transexual, sendo que, no caso dos meninos, este percentual sobe para 31%, conforme as pesquisas do G1. 

A quarta onda do Feminismo defende os direitos da comunidade LGBTQIA+, e isso aponta o quanto essa comunidade está ganhando espaço no mundo e no Brasil, com essa luta, em 2019, segundo o site BBC News, o STF aprova a criminalização da homofobia, podendo levar até 5 anos de cadeia, mas o Brasil ainda registra uma morte por homofobia a cada 23 horas, de acordo com as pesquisas do G1.

Para finalizar, esses dados e relatos de preconceito e discriminação nas escolas mostram o quanto o país já conquistou bastantes coisas, com estudo, leis, diminuição dos casos intolerantes, criação de movimentos,  e o quanto ainda precisa lutar para chegar à equidade em relação a todos os tipos de discriminação citados no texto.

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