A Diversidade de gênero no Brasil

No dia 17 de maio de 1990 a OMS aprovou a retirada do código 302.0 – “homossexualismo” – da CID (Classificação Internacional de Doenças), e declarou oficialmente que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio”. Esse dia ficou marcado na história do movimento, tanto que ele é considerado o Dia Internacional Contra a Homofobia, esse foi um passo enorme dentro da luta da comunidade LGBTQ+. Porém, a parte difícil seria fazer com que toda a população cis hétero entendesse que ter uma orientação sexual ou uma identidade de gênero diferente do padrão imposto da sociedade não é doença, tampouco crime.

Antes de continuar com o contexto histórico é preciso aprender a diferenciar Orientação Sexual de Identidade de gênero e entender que não existe “Opção Sexual”. Então, Orientação Sexual é por quem a pessoa tem atração física ou romântica, sendo romântica sem contexto de sexo, ou seja, pode ser hétero (atração pelo gênero oposto ao seu), bi (atração por dois ou mais gêneros), homo (atração pelo mesmo gênero) assexual (não tem atração sexual, podendo ter romântica), entre outras mais orientações, já identidade de gênero é como a pessoa se identifica, com características masculinas, femininas ou não-binárias. Outro ponto é que cis é a pessoa que se identifica com o seu gênero biológico e uma pessoa trans não. O espectro da sexualidade e da identidade vai bem além disso, e isso é apenas um resumo básico antes do texto em si.

Ao longo dos anos, o movimento teve momentos marcantes, como no dia 28 de junho de 1969. Nessa data ocorreu a revolta de Stonewall que marcou a explosão da luta nos E.U.A e influenciou inúmeros países. E assim aconteceu com o Brasil, no final da década de 70, o movimento se iniciou e a partir daí não parou mais. A questão é que estamos em 2020, quase 30 anos depois, e as violências contra esse grupo não diminuíram, até aumentaram. De acordo com um artigo, em um comparativo entre 2009 e 2016, em 10 e 12 cidades brasileiras, identificou-se que em 2016 houve relatos mais frequentes de discriminação (27,1% vs. 64,6%) e de violência física (12,8% vs. 23,9%) e sexual (14,9% vs. 20,9%).

É triste ver que, mesmo com tantos anos de luta, a intolerância ainda está enraizada na nossa sociedade e segue deixando vítimas. Inúmeras vidas foram perdidas e não foram apenas por violência física. A discriminação, a exclusão, a não aceitação que muitos LGBTQ+ sofrem de familiares e amigos afeta a psique deles e essa é a parte mais difícil de resolver, principalmente quando o grupo em questão é o de pessoas trans. Esse trecho e essa imagem foram retirados do site Antra Brasil.

“Estima-se que 42% da população Trans já tentou suicídio. Recentemente, um relatório chamado “Transexualidades e Saúde Pública no Brasil”, do Núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT e do Departamento de Antropologia e Arqueologia, revelou que 85,7% dos homens trans já pensaram em suicídio ou tentaram cometer o ato. Mas não aprofundou sobre as motivações e outros dados sobre o tema.”

 

É preciso entender que a ignorância machuca e mata, palavras podem ser afago, mas também maldade, então é necessário ter empatia e principalmente respeito. Não é porque é em tom de piada que não machucou. Vou deixar alguns canais que tratam do assunto, que realmente vão ser úteis como ferramentas de informação, principalmente porque tem propriedade e estão no seu lugar de fala.

Põe na roda 

Canal das Bee

Para Tudo

Louie Ponto

Luccas Najar

Guardei no Armário

Assistam, se informem, não sejam homofóbicos e sejam felizes.

 

 

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

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