A persistente dominação masculina

O ano é 2018 e a sociedade ainda quer impor o que é ser homem e a sua construção de masculinidade. Essa mesma sociedade acredita na superioridade do homem, de dominar pessoas e situações, o que contribui, cada vez mais, para um mundo doente e mais violento.

A masculinidade é construída sob a égide do que é oposto ao feminino. Sendo ela, a negação de feminilidade. Para a escritora, filósofa, teórica francesa e feminista, Simone Beauvoir, grande parte da masculinidade é, em sua essência, uma autoafirmação de si enquanto oposição da feminilidade.

O homem, de modo geral, desde a infância já aprende a categorizar sentimentos e ações determinados pela sociedade, impedindo-os de se expressar ou reagir de forma natural. Se as crianças crescem com a ideia de que uma determinada cor é de menina, consequentemente, haverá uma não aceitação por parte deles e da sociedade, para o uso de tal cor. Essa situação estimula a construção de uma barreira hierárquica na qual as coisas de meninas devem se manter distante dos meninos.

Com isso, a masculinidade é vista de um pilar superior, onde os homens têm que ser mais fortes (fisicamente), mais inteligentes e porque não ganhar mais, no mesma função de trabalho que as mulheres?

O mundo visto desse pedestal, onde homens podem tudo, e as mulheres, por serem vistas como mais frágeis, não podem nada, só estimula a reprodução de discursos e atitudes machistas. Na mesma medida em que a masculinidade é construída de modo que estimula a reprodução de homens sem empatia, agressivos e com dificuldade em falar sobre os seus sentimentos.

Foto: Reprodução

Em Abril, a Tab UOL publicou uma matéria intitulada O Crepúsculo do

Macho, que traz uma série de dados e relatos que demonstram o quanto falar sobre os sentimentos podem redefinir a ideia do que é ser homem.

Somado a isso, vale a pena conferir o incrível podcast do canal Mamilos – Masculinidade e Sentimentos, com participação do Gui Valadares, fundador e editor-chefe do PapodeHomem; Thiago Queiroz, criador do site Paizinho, Vírgula! e host do podcast Tricô de Paisentre outros.  

O passo para desconstrução de estereótipos do homem perfeito ou imperfeito já se iniciou. Independente do lugar, classe ou raça, é preciso que se faça necessário à discussão com respeito, empatia e o sentimento envolvido em suas respectivas vidas.

 

Matéria por: Gabriel Freitas – Estudantes de Jornalismo – Universidade Federal de Sergipe

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