Como combater o aumento das IST’s no cenário do Brasil contemporâneo.

As infecções sexualmente transmissíveis (IST) são infecções causadas por vírus, bactérias ou outros micróbios que se transmitem, principalmente, através das relações sexuais sem o uso de preservativo com uma pessoa que esteja infectada, e geralmente se manifestam por meio de feridas, corrimentos, bolhas ou verrugas. Algumas IST’s podem não apresentar sintomas, tanto no homem quanto na mulher. E isso requer que, se fizerem sexo sem camisinha, procurem o serviço de saúde para consultas com um profissional de saúde periodicamente. Exemplos de IST’s: HPV, Aids, Herpes, Hepatite.

Figura 1.

Conforme o site da Uol, em uma pesquisa realizada no ano de 2016, foi constatado que, de seis a cada dez jovens, entre 15 e 24 anos, fizeram sexo sem preservativo – 43,4% não usou camisinha, 19,5% teve relação com mais de cinco pessoas, 74.8% nunca fez o teste de HIV e 21,6% acha que existe cura para a Aids. Algumas das Alegações como “reduzir o prazer”, “ser difícil de colocar”, “prejudicar a ereção” e “não ter sempre à mão” estariam entre as principais justificativas para não usar preservativo durante as relações sexuais.
Durante o período em que Hayley estava fazendo sexo casual antes de conhecer seu namorado atual, ela tomava pílula, mas não usou camisinha mais do que “algumas vezes”, em parte porque considera o preservativo desconfortável, mas também porque não se sentia à vontade para tocar no assunto. “Fui estúpida e pensei: ‘Não quero que pensem que sou puritana ou chata’. Realmente me preocupo com ISTs, mas não tinha confiança o suficiente para falar disso – tinha essa coisa de querer agradar aos homens.” Proteção em baixa, infecções em alta, Hayley não está sozinha.
“Os jovens de hoje não têm medo da aids porque não viram ninguém morrer do problema. Para eles, virou algo crônico. Da mesma forma, não se dá a devida importância a outras ISTs”, diz a ginecologista Márcia Cardial, pois um dos causadores do aumento das IST’s é a falta de conhecimento, sobre a prevenção, os riscos e o tratamento da doença.
Prevenção:
O uso da camisinha (masculina ou feminina) em todas as relações sexuais (orais, anais e vaginais) é o método mais eficaz para evitar a transmissão das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST), do HIV/aids e das hepatites virais B e C, e serve também para evitar a gravidez.
É importante ressaltar que existem vários métodos anticoncepcionais, no entanto, o único método para evitar a gravidez que também tem eficácia para prevenção de IST é a camisinha (masculina ou feminina). Orienta-se, sempre que possível, realizar a dupla proteção: uso da camisinha e outro método anticonceptivo de escolha.
Além do uso de preservativo, também é necessário, Imunizar para hepatite A (HAV), hepatite B (HBV) e HPV, discutir com a(s) parceria(s) sobre testagem para HIV e outras IST, testar regularmente para HIV e outras IST e realizar exame preventivo de câncer de colo do útero
Tratamento:
Só tomar remédio indicado pelo serviço de saúde, tomar o remédio na quantidade certa, nas horas certas e até o fim, mesmo que os sintomas e os sinais tenham desaparecido, evitar relação sexual nesse período e, se não der para evitar, só manter relações usando camisinha, voltar ao serviço de saúde ao terminar o tratamento, para fazer a revisão (controle de cura). E as mulheres, para fazerem também o exame preventivo do câncer de colo do útero (o médico dirá se esse exame pode ser realizado) e levar o parceiro sexual para ser tratado também.
Riscos:
Esterilidade no homem e na mulher, inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar impotência, inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo complicar para uma infecção em todo o corpo, o que pode causar a morte, mais chances de ter câncer no colo do útero e no pênis e o nascimento do bebê antes do tempo ou com defeito no corpo ou até mesmo a sua morte na barriga da mãe ou depois do nascimento.

Figura 2.

Segundo o CDC dos Estados Unidos, os números de episódios de sífilis, gonorreia e clamídia registraram, em apenas um ano, aumento de 15,1%, 5,1% e 2,8%, respectivamente. No Brasil, o cenário estimado não é muito diferente, como os casos de HIV e de sífilis em gestantes e bebês são notificados obrigatoriamente ao Ministério da Saúde, é difícil ter estatísticas gerais mais fidedignas. “IST virou tabu no país, ninguém mais toca no assunto. E o pior é que se minimiza o real risco de contágio”, critica a médica Márcia Cardial, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, pois quanto menos se fala sobre o assunto, menos informação a população tem, o que aumenta os riscos de contágio.
De acordo com os dados da Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, as ocorrências de sífilis por transmissão sexual cresceram 603% em seis anos. O salto foi de 2 694 em 2007 para 18 951 em 2013, isso só no estado de São Paulo. Além disso, a sífilis ameaça cada vez mais gestantes e bebês no país. De 2005 a 2013, os casos de grávidas com a infecção pularam de 1 863 para 21 382, uma elevação de mais de 1000%. O que além de afetar a gestante, também pode passar de mãe para filho, gerando a sífilis congênita.

A fim de concluir, foi visto que a falta de conhecimento tem sido o principal ponto para os aumentos dos casos das IST’s, pois, sem ele, as pessoas não estão informadas sobre os riscos, como a esterilidade no homem e na mulher, a inflamação nos órgãos genitais do homem, podendo causar impotência, a inflamação no útero, nas trompas e ovários da mulher, podendo complicar para uma infecção em todo o corpo, o que pode levar a morte. Por isso, a necessidade da informação sobre as infecções sexualmente transmissíveis, pois são doenças que têm forma de prevenção, tratamento e graves consequências.

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