E é o que temos pro agora     

A sensação é sufoco, entende? Não sei se é por causa da longa estadia em minha casa ou do sufoco que meu peito sente ao perceber que há nada a fazer. Só sei que, às vezes, o meu respirar fica difícil e não sei o que fazer, meus olhos vazam e me questiono o que fazer. Talvez vocês se sintam assim, queria dizer que não é normal, mas é. Tá todo mundo meio “zoado”. “O que fazer? O que fazer?” Só queria que essa resposta fosse fácil de ter.
A vida já era um poço de confusão e agora se superou. O pior de tudo é que literalmente o futuro é uma total incógnita, qualquer teoria que eu pudesse imaginar de como acabaria esse 2020 provavelmente não será realizada. Estamos indo rumo a um abismo e sinceramente, meu caro leitor, queria eu poder frear esse carro desgovernado. Mais de 60 mil vidas já foram perdidas, livros inacabados fechados à força, famílias que não tiveram um momento pra se despedir.
É triste lembrar-se disso, o peito chega até doer mais, mas sabe de uma coisa? Eu até que estou fazendo minha parte, me protegendo, protegendo quem amo, porque, se eu não fizer isso, quem vai fazer? Um Messias? Acho que não.
O momento agora é de viver como dá, se adaptar ao caos que o mundo se tornou, tentar se distrair e evitar surtar, ver uma série, ler um livro ou até mesmo se dedicar a um projeto que há séculos não sai do papel. E eu espero – de todo o meu coração – que você esteja bem. Caso a ansiedade venha te puxar e te jogar no chão, respire fundo e lembre que você não está sozinho, chame alguém, peça um colo, você não precisa surtar só. Lembre-se de comer, de beber água e de respirar, rega uma planta ou observa o céu, se precisar sair de casa se cuida, porque assim, você vai cuidar de si e de quem mora com você.
E é isso, por mais que o ar do desespero encha seus pulmões de vez em quando, lembre-se de que tudo vai passar, humano é um ser adaptável, vai conseguir se reinventar, reequilibrar e traçar uma nova rota, pelo menos assim espero. A vida é inconstante, cheia de variáveis e é isso aí não tem pra onde correr. É se jogar e ver o que você pode oferecer a esse mundo louco.
Ps. Se você que está lendo isso, não está respeitando o confinamento só porque não aguenta ficar sentado em casa, lembre-se de que “Você pode ser o culpado do sofrimento de alguém”.
Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

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