Energias renováveis em questão no Brasil

Se tem uma coisa que o Brasil faz bem é produzir de energias renováveis. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, 83% da sua matriz energética é composta por essa energia, o que é um grande diferencial, pois simis um país de tamanho continental e é fácil associa-lo a um grande gasto energético e caso usássemos mais fontes não-renováveis, a produção de CO₂ seria mais alta do que já é. As hidroelétricas são as principais fornecedoras de energia, correspondendo a 60,8% da matriz energética brasileira, porém, por mais que seja renovável, ela não é tão sustentável.

Pensar que o uso da água como meio de fonte de energia é um ato ecológico não é totalmente errado, porém, apresenta algumas falhas, como o desmatamento de enormes áreas, as transposições de rios e criação de barragens, além da quantidade de regiões que são inundadas deixando inúmeras famílias desalojadas. Só para se ter a ideia da dimensão desses problemas, na década de 70 foi criado o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), que é um movimento popular brasileiro com o objetivo de organizar os atingidos pela construção de barragens para a defesa de seus direitos.

A questão é que não existe uma fonte de energia 100% limpa, apenas fontes substancialmente menos problemáticas e com uma grande eficácia. No ranking de energias renováveis mais usadas, a Biomassa fica em segundo lugar e é obtida principalmente por meio do bagaço da cana-de-açúcar. Depois vem a Eólica, a Solar e por último a Ondomotriz. Esse ranking é referente à geração centralizada, quando o assunto é geração distribuída, o resultado é diferente.

Antes de continuar falando sobre o ranking da geração distribuída é preciso entender a diferença entre essas duas formas de produção de energia.

Geração Centralizada

Tradicional forma de produção de energia;

– Energia gerada em grandes usinas;

– Chega aos consumidores por meio da rede elétrica.

Geração Distribuída

Forma não convencional;

– Energia gerada pelo consumidor;

– Normalmente produzida na própria casa, ou perto dela.

Agora que as diferenças já foram explicadas podemos voltar a nossa atenção para o ranking da geração distribuída, diferentemente da Centralizada, em que o primeiro lugar é ocupado pela energia hidroelétrica, quem preenche essa posição é a energia solar, pois é mais fácil adquiri-la do que uma usina hidroelétrica, além de ser mais viável que o uso da energia eólica. Para muitos especialistas, a Energia Solar é o futuro da eletricidade, por conta da sua sustentabilidade e do seu potencial energético, que por mais que seja menor que o de uma hidroelétrica, ainda é potente.

 

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

 

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