O conceito de família na contemporaneidade

 

Ao longo dos anos, a estrutura familiar foi praticamente a mesma, pai, mãe e filhos, porém, por mais que muitos ainda vivam com essa configuração familiar, ela não é mais a única. Famílias com dois pais, duas mães, uma mãe, um pai ou até mesmo no lugar de filhos, os animais de estimação. Porque, no final, família não está limitada a laços sanguíneos, familiares são aqueles que zelam, entendem e apoiam uns aos outros.

O modelo da família “perfeita” sofreu inúmeras alterações, desde a criação dos anticoncepcionais, segundo o artigo “A Família na Contemporaneidade: Os Desafios para o Trabalho do Serviço Social”:

[…] Entre o período de 1960 e 1970, o uso da pílula anticoncepcional tem um impulso em seu consumo, interferindo diretamente na vida sexual da mulher desta época. A mulher deixou de ter sua vida atrelada à maternidade (SARTI, 2007). A mulher contemporânea assumiu uma nova postura na sociedade, com novas possibilidades, maior autonomia, e novas responsabilidades dentro da sociedade, trazendo uma maior possibilidade, o que acabou transformando os laços familiares e apresentando importantes mudanças na família. […]

Outro momento importante que contribuiu para transformações no cenário familiar foi a legalização do divórcio/desquite, fazendo com que não fosse mais preciso permanecer em um casamento ruim apenas por já ter oficializado a relação, vale ressaltar que a legalização do divórcio ocorreu em 1977, fazendo assim com que a dissolução do casamento pudesse ser feita. A questão é que não há mais como negar, que a típica “família do comercial de margarina” não é mais, talvez nunca tenha sido, a forma “certa” de ser uma família.

Atualmente, as discussões sobre a configuração familiar não são as mesmas, discute-se sobre casamentos homoafetivos, adoção por casais não heterossexuais, novas formas de amor como trisais e o políamos, além da opção de mulheres e homens de serem mãe e pai solos, sem a necessidade de um parceiro para cuidarem de uma criança. Esses debates tratam-se não apenas de modificações em leis, mas também sobre a ruptura com os dogmas que já foram passados e repassados na sociedade.

Porém, sem uma discussão, não haverá mudança, e todos merecem ser capazes de formar as suas famílias do modo que desejam e ainda serem respeitados por isso e garantir que todos tenham o direito que um casal homoafetivo tem.

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

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