Os limites entre a Estética e a Saúde

Os padrões estéticos impostos pela sociedade são tão destoantes dos corpos do mundo real, mas mesmo assim inúmeras pessoas chegam a arriscar a sua vida, na busca incansável para obter o “corpo perfeito”. O Brasil é um dos líderes no ranking de cirurgias plásticas. De acordo com a ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), em 2018 foi registrado a realização de mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Com essas informações é possível entender o quão é valorizado as aparências e o quanto as pessoas são dependentes desses procedimentos.

Aumentar a boca, fazer rinoplastia, deixar o maxilar mais marcado ou até mesmo colocar lentes branquíssimas nos dentes são a marca dos ricos do século XXI, porém o problema é quando tais processos são tão invasivos que acabam prejudicando a saúde das pessoas, e em casos extremos levando-as até a morte. Um dos maiores perigos é fazer essas cirurgias com pessoas que não tem estudo eficiente para isso, apenas médicos que são cirurgiões plásticos são habilitados para fazer esse tipo de cirurgia, são procedimentos caros que quanto mais baratos parecerem, mais preocupadas as pessoas devem ficar.

Outra consequência, dessa busca incansável por uma aparência que vai agradar os outros, são os problemas psicológicos que podem ser mais difíceis de se curar do que algum dano físico. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês), 70 milhões de pessoas

Os padrões estéticos impostos pela sociedade são tão destoantes dos corpos do mundo real, mas mesmo assim inúmeras pessoas chegam a arriscar a sua vida, na busca incansável para obter o “corpo perfeito”. O Brasil é um dos líderes no ranking de cirurgias plásticas. De acordo com a ISAPS (International Society of Aesthetic Plastic Surgery), em 2018, foi registrada a realização de mais de 1 milhão de cirurgias plásticas, além de 969 mil procedimentos estéticos não cirúrgicos. Com essas informações, é possível entender o quão são valorizadas as aparências e o quanto as pessoas são dependentes desses procedimentos.
Aumentar a boca, fazer rinoplastia, deixar o maxilar mais marcado ou até mesmo colocar lentes branquíssimas nos dentes são a marca dos ricos do século XXI, porém o problema é quando tais processos são tão invasivos que acabam prejudicando a saúde das pessoas, e em casos extremos levando-as até a morte. Um dos maiores perigos é fazer essas cirurgias com pessoas que não têm estudo eficiente para isso, apenas médicos que são cirurgiões plásticos são habilitados para fazer esse tipo de cirurgia, são procedimentos caros que quanto mais baratos parecerem, mais preocupadas as pessoas devem ficar.
Outra consequência dessa busca incansável por uma aparência que vai agradar os outros são os problemas psicológicos que podem ser mais difíceis de se curar do que algum dano físico. De acordo com estimativas do Instituto Nacional de Saúde Mental dos Estados Unidos (NIMH, na sigla em inglês), 70 milhões de pessoas em todo o mundo sofrem de algum tipo de transtorno alimentar. Em estudos de longo prazo, o índice de mortes provocado por esses transtornos é alto: entre 18% e 20%. A cada 62 minutos, pelo menos, uma pessoa morre como resultado direto de um transtorno alimentar.
Então deixo o questionamento, realmente vale a pena se submeter a inúmeros procedimentos estéticos, na vã tentativa de se encaixar em padrões que não foram feitos para serem preenchidos? Ter o corpo e a mente saudável, por mais que não se enquadrem no que é considerado como certo, vale mais a pena do que perder uma vida em busca de algo inalcançável. Caso conheça alguém que tenha algum distúrbio alimentar, convença-o a ir a um psicólogo, todos precisam de ajuda.

 

Por Fernanda Dias – Estudante de Comunicação Social – Publicidade e Propaganda – UFS

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