É Assim Que Acaba – Colleen Hoover (Resenha)

Se, por alguma anormalidade dentro do seu mundo, você ainda não conhece a autora Colleen Hoover, hoje eu vou te apresentar.

Este ano (2018), a autora irá completar 40 anos, é casada, tem três filhos e é formada em Serviço Social pela Texas A&M University-Commerce. O sonho da autora sempre foi escrever, mas as circunstâncias da vida adulta fizeram com que esse desejo fosse adiado. O que a motivou a escrever seu primeiro livro, Métrica, foi ver a disposição do seu filho mais novo em ir atrás dos seus próprios sonhos.

No Brasil, os livros da autora são lançados pelo Grupo Galera Record e no total já são 15 livros publicados. E nessa primeira resenha, iremos falar sobre É Assim Que Acaba.

Bom, tentarei ao máximo não falar demais para que a cada nova revelação dentro da trama você possa se surpreender tanto quanto eu. Na verdade, eu recomendaria que ninguém lesse a sinopse, apenas embarcasse de cabeça nesse livro, mas segue abaixo um resumindo dessa obra.

Um romance sobre a força necessária para fazer as escolhas corretas nas situações mais difíceis.

O livro tem como protagonista Lily Bloom que desde sempre morou no Maine e após se formar em marketing e perder seu pai, decide se mudar para Boston e correr atrás do seu sonho. Na noite do velório do seu pai, Lily tenta encontrar um lugar para ficar sozinha e acaba conhecendo Ryle Kincaid, um neurocirurgião que está fazendo residência na cidade e, depois de um longo dia de trabalho, sobe para o terraço do seu prédio com a mesma pretensão de Lily. Ryle, que conheceu Lily por um acaso, em um dia não tão fácil, acaba surgindo outras várias vezes em sua vida e eles, por mais que tentem não se envolver, não conseguem resistir.

A vida da personagem principal nunca foi fácil, o lar em que vivia não era saudável e os sentimentos que ela nutria pelo pai sempre foram negativos, justamente por causa de tudo que viveu e presenciou. Porém, muito mais coisas aconteceram no seu passado, que não envolvem somente sua família e na tentativa de recomeçar, Lily acaba vivendo situações as quais ela jurou que nunca se submeteria.

Não são suas ações que magoam mais. É o amor. Se não houvesse amor ligado à ação, a dor seria um pouco mais fácil de suportar.

É bom deixar claro que esse livro é no esquema 8 ou 80: ou você ama ou você odeia. Eu, particularmente, estou na parcela dos que amou e eu vou explicar o porquê. Inicialmente, você não acha que esse livro vai mexer tanto quanto ele consegue mexer. A escrita de Colleen é muito boa e flui de uma maneira que quando você percebe, já está terminando o livro. Além de ter essa característica, a autora revela novas coisas a todo momento, o que te faz não querer parar de ler.

Mas o essencial nesse livro é a história de Lily e como a autora abordou um tema tão delicado e pesado ao mesmo tempo, sem tornar a história um fardo. Colleen traz nessa história a violência doméstica como um dos maiores pontos a serem tradados e faz isso de maneira brilhante. Coloca Lily nesse universo, em sua infância, e retorna com ele quando a gente menos espera, quando a gente torce para que aquilo não seja real. Lily conheceu Ryle, mas não é só ele que aparece para mexer com seus sentimentos. E então eu deixo ai na curiosidade como e o que realmente aconteceu no meio do caminho.

Todos nós somos humanos e, às vezes, fazemos coisas ruins.

Outra coisa que é importante falar sobre esse livro é como a autora consegue nos envolver na história, de modo que não dá para falar sobre ele assim que você termina de ler. É um turbilhão de emoções que, provavelmente, irão atrapalhar o seu julgamento final sobre o livro. Ao fim da história, você não sabe o que realmente está sentindo.

Enquanto você está lendo, você se põe no lugar dos personagens, se encanta por eles e torce para que não tomem certas decisões, porque se acontecer, a única saída é odiá-los! E, mais importante de tudo, você muda sua visão sobre vários assuntos.

Quando você está imerso na história, você começa a entender o por quê do personagem estar fazendo aquilo, ainda que, em sã consciência, você saiba que é errado. Você percebe que alguns julgamentos, que são majoritários socialmente, são em razão da não compreensão das situações, já que você não está passando por elas. E isso é o que faz o livro ser tão maravilhoso como é: a maneira como ele te faz perceber o mundo e como ele te faz entender que ninguém sabe realmente o que está acontecendo até que passa pela situação.

Eu sou suspeita para falar de Colleen Hoover, sou fã da autora, admiro seu trabalho e sua forma de construir as histórias e envolver o leitor. E sem sombra de dúvidas, esse é o melhor livro que já li da autora. Se você ainda não leu, você precisa fazê-lo agora! E se você leu e não gostou, sei que pelo menos algum aprendizado você tirou dessa história. Mas já aviso: prepare os lencinhos e o psicológico, esse livro foi feito na intenção de destruir corações.

 

Texto por: Camila Gerônimo – Estudante de Jornalismo – Universidade Federal de Sergipe

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